Não sou boa com palavras... mas enfim... pra me expor mais uma vez escrevo...
Na verdade descrevo... algumas coisas no mundo nos marcam.
Lembro que uma certa vez fui a uma exposição, de já não me lembro mais quem, nem onde. Mas uma obra me marcou... dessas que exprimem extamente o algo do mundo..
Era sobre amor platônico. Era esse o titulo da obra.
Eram torneiras... abertas... de onde a água corria livre, leve.
A baixo uma imagem. Cada torneira mirava exatamente em um balde.
Só que o balde não era de verdade, não estava ali, fisicamente representado.
Era só uma impressão, um adesivo no chão... com a imagem de 3 baldes...
Um para cada torneira.
Essa semana foi isso. Uma torneira... livre...aberta... despejando água... em um balde que só existia no mundo daquela torneira... uma imagem, criada pela torneira, para a torneira. Para contem toda a água que a torneira poderia proporcionar.
O balde? Era mais um balde... escolhido pela sua forma, pela sua cor.
A torneira? Foi feliz.... tão feliz quanto um apaixonado que rir só na fila do banco.... até ver que sua imagem de balde não existia...
Era uma foto... de um balde que já têm a sua própria torneira.
E, bem, era esse o nome da obra... amor platônico... o da torneira... que se abre para uma imagem de balde. E ali jorra, molha, desperdiça a sua melhor água.
Nessa casa se ouve: Canastra- Olhos para mim.

